blog do cholla
Posts tagged Design
a sociedade e a sustentabilidade
Jan 5th
Se deve haver problemas, que seja no meu tempo, que minhas crianças tenham paz.
Thomas Paine
passados 18 meses após o término do meu tcc (e consequentemente do meu curso de design gráfico) é fácil fazer a seguinte afirmação: as pessoas ainda não dão a mínima para a sustentabilidade.
vivemos em uma sociedade que nos molda perfeitos individualistas, preocupados apenas com os nossos próprios umbigos e nada mais. não somos capazes nem mesmo de garantir que nossos filhos encontrem no mínimo um mundo nas mesmas condições que encontramos, que tenham as mesmas oportunidades que tivemos. para a maioria das pessoas um estilo de vida imediatista dá conta do recado: curtir o presente o máximo possível, sem se importar com o futuro, mesmo que este futuro chegue em apenas 20 anos.
durante o desenvolvimento do meu tcc acreditei que se a sustentabilidade se tornasse um tema recorrente, fosse usada em ações de marketing, campanhas, eventualmente a consciência das pessoas e das empresas iria abraçar a ideia. mas não é bem assim. conforme o designer e pesquisador Ezio Manzini disse, a sustentabilidade só tem (ou terá) importância quando for economicamente interessante. trocando em miúdos: enquanto for mais barato poluir, as pessoas e empresas vão poluir.
na área do design, os designers industriais tem feito bons projetos e que chamam bastante a atenção. no design gráfico as coisas parecem estar um pouco mais lentas, falta inclusive a consciência dos designers, e ela é essencial para que eles próprios possam transmitir este conhecimento para os clientes, que sem saber o que sustentabilidade realmente significa vão ficar no lugar comum de pedir apenas papel reciclado nos materiais. o problema está quando o cliente faz este pedido e o designer aceita achando que aquele projeto é sustentável, e todos viveram felizes para sempre. lógico, nem sempre o designer tem o poder total de decisão no projeto, pois terá que fazer a ideia ser aceita por seus superiores no estúdio no qual trabalha, ela terá um custo maior, e infelizmente, se as pessoas não tiverem a educação necessária sobre o tema (ou acharem que tem), não vão perceber que o que se gasta a mais no curto prazo é um gigante investimento que ela faz no futuro, principalmente se a empresa usar a sua real sustentabilidade como instrumento de marketing. é preciso oferecer soluções mais completas para os clientes, pois fazer uma campanha que seja inteira sustentável não torna uma empresa sustentável se ela continua imprimindo milhares de páginas inúteis por dia, luzes acesas sem necessidade, ar condicionado desregulado ou usado em excesso, e com volume gigante de lixo gerado. a imagem de uma empresa sustentável deve refletir sua real estrutura de sustentabilidade, para que a mensagem tenha mais força e traga significados verdadeiros, e não mentiras. ah, e os consumidores odeiam mentiras.
nestes casos, acredito que pode-se usar o mesmo pensamento sobre tendências: ok, o designer pode apenas seguir tendências no estúdio/agência em que trabalha, desde que ele tenha consciência de que está fazendo um trabalho que é tendência e em alguns meses ou anos estará obsoleto. então, um designer poderia fazer projetos com papel couché, verniz uv, laminação e impresso com tinta a base de petróleo, desde que ele saiba que não está sendo sustentável. ou será que não está ok? o que você acha? como é a linha que separa:
1- o pensamento sustentável do designer e o pensamento em apenas terminar seu trabalho do jeito que foi solicitado sem causar “problemas” ou transtornos com mais questionamentos e sugestões;
2- a posição dos chefes, que normalmente focam em agradar o cliente para não perdê-lo -- “ele está errado, mas ele nos paga” -- afinal, o estúdio/agência também é uma empresa;
3- o cliente, que é quem vai pagar pelo trabalho?
o que defendi no meu tcc, que uniu música e sustentabilidade, é que a sustentabilidade deve ser intrínseca ao processo criativo nas universidades. todos os designers devem terminar a graduação prontos para executar projetos sustentáveis. se “Design Sustentável” fosse uma matéria, ela deveria estar logo no começo do curso, e não ser apenas algo sazonal, mas contínuo, que seja discutida durante todo o curso. as aulas de Projeto devem ter sempre projetos sustentáveis como objetivo, os professores precisam exigir ao máximo dos alunos como fazer mais com menos, e como melhorar o que já existe. o design deve ser sustentável na sua essência. qualquer projeto de design deveria ser sustentável. este seria um ótimo passo inicial para se formar pessoas com mais consciência sobre o tema, pois sustentabilidade não se aprende lendo apenas um livro, uma ou duas revistas ou um post em um blog. é preciso entender o que isso significa e ter a vontade de fazer sempre que for possível.
é de extrema importância que uma coisa fique bem clara: eu defendo o desenvolvimento sustentável porque vivemos em um mundo com recursos naturais finitos, que se utilizados em excesso, em um ritmo maior do que sua renovação, trarão consequências catastróficas, inclusive para as empresas e indústrias, que não vão ter mais fontes de suas matérias-primas. o sistema capitalista entraria em colapso junto com os ecossistemas, provavelmente trazendo consequências irreversíveis, e a vida no planeta seria muito diferente do que estamos acostumados. não defendo o tema por achar que estarmos transformando o mundo em uma máquina apocalíptica, com enomes tsunamis que vão varrer cidades inteiras do mapa, furacões avassaladores e um calor de 40º no Alasca. mas também não é por isso que eu não acho que isso possa acontecer em função da nossa interferência. mais uma vez, o “mundo capitalista” mudar sua postura porque sua matéria-prima vai acabar não significa que ele criou uma consciência ambiental, vamos retomar o pensamento de Ezio Manzini: será puramente por uma questão econômica. na minha opinião, se a sustentabilidade acontecer apenas por questões econômicas pode ser bom (pelo menos no curto prazo), desde que ela seja real e absoluta, sem a superficialidade com a qual o tema é tratado.
o ponto é: nós não podemos destruir o mundo, ele é a nossa casa, o nosso lar. vivemos com outras milhões de espécies de seres vivos, e somos os únicos que atacam o planeta. nosso dever é preservá-lo, entregá-lo aos nossos filhos em condições muito melhores do que como o encontramos. para encerrar, gostaria de deixar este vídeo do falecido astrônomo Carl Sagan, um gigante divulgador da ciência, que nos dá a dimensão do quão insignificante somos, de como a vida é escassa (até onde sabemos), e que de todo o universo, este pálido ponto azul é o único lugar que conhecemos que pode abrigar vida. obrigado pela extensa leitura, quem não teve paciência ou vontade de ler até o final certamente não era o meu público alvo com este texto.
Boteco Design! entrou no ar
Nov 13th
entrou no ar oficialmente nesta segunda, dia 10 de novembro, o Boteco Design!
a proposta do blog e ser um local de novidades e discussões da área de design e outros assuntos relacionados.
sou um dos criadores do Boteco, e estarei sempre lá postando material interessante. faça uma visita ao Boteco!
tcc2 – finalizado e entregue!!!
Jun 17th
finalmente!!! o tcc2 foi finalizado e entregue!!! agora só falta a banca, e termino a faculdade! tensão até 26 de junho!!
bem, como alguns já sabem, meu tcc é sobre Sustentabilidade e Indústria Fonográfica. ele foi posto em prática (fictÃcia!) usando a banda que eu mais admiro, Muse, por sua incrÃvel sonoridade e qualidade. meu objetivo é acrescentar algumas coisas no trabalho entregue, adaptá-lo, e deixá-lo disponÃvel para outras pessoas na internet, aqui mesmo no meu site. mas como isso toma tempo, ainda não tive como completar essa etapa.
mas aqui vão as fotos do projeto, que se chama Cosmos Meltdown. ele foi inspirado no tema Cosmos, que surgiu após análise do material já lançado pela banda e por vÃdeos de Carl Sagan. trata-se de um álbum comemorativo dos 10 anos de Muse, que teve que ser concebido seguindo princÃpios de sustentabilidade, para que o projeto tivesse um impacto muito reduzido no consumo de materiais, e que tivesse condições de ser corretamente descartado. o princÃpio da teoria do caos (ex: uma borboleta que bate asas no Japão pode causar um furacão na América) também influenciou muito o trabalh. os fãs vão facilmente se identificar com o conceito ao lembrarem da música Butterflies & Hurricanes.
o “saco” que contém o box é feito em algodão 100% crú, e a marca foi aplicada com técnica de stencil. o box em si é feito em papel kraft, que não contém tingimento e produtos quÃmicos para deixá-lo branco. não foi utilizado verniz para que o papel possa ser facilmente reciclado. a mÃdia utilizada é um disco de Blu-Ray, que comporta todos os álbuns já lançados pela banda e clipes (um disco de Blu-Ray tem capacidade de 50GB [camada dupla]) o cartaz foi impresso por impressão digital, sem revestimento. o lambe-lambe também foi feito com técnica de stencil, e o ingresso é apenas uma simulação de como ele seria feito pela organização, em papel de segurança.
fotos:
box-1

box-2

cartaz

kit:box+saco de algodão+ingresso

lambe-lambe

volume entregue aos professores

quando possÃvel, posto o trabalho completo! espero que agrade aos fãs, designers e aos professores da banca!!!
obrigado a todos que colaboraram com o trabalho e o tornaram possÃvel. obrigado aos membros da comunidade Muse Brasil, que no ano passado se prontificaram a responder um questionário sobre como percebiam a se lembravam da banda. design precisa desta interação com o público, senão o produto vira uma materialização do gosto do designer.
Wellness Club – viver faz bem
Mar 20th
a McCarthy Comunicação, em parceria com a Avantta Consulting, acaba de lançar o portal Wellness Club, voltado para práticas saudáveis e bem-estar.
não deixe de conferir: www.wellnessclub.com.br
life´s too short for the wrong job!
Mar 19th
recebi num e-mail que o Gustavo aqui da McCarthy me passou. anúncios da Jobs In Town. muito boa!! e é verdade! a vida é muito curta mesmo para gastarmos nosso precioso tempo de vida no emprego errado!






13ª Paralela Gift
Feb 25th

no próximo dia 29 tem inÃcio a 13ª Paralela Gift em São Paulo. o evento é definido pela organização como uma ‘feira de produtos contemporâneos’. na minha opinião é uma excelente oportunidade para os estudantes e profissionais verificarem o que anda sendo produzido em termos de design no paÃs, aumentar o repertório visual, e conhecer novos produtos e técnicas.
é um evento gratuito, voltado para profissionais e estudantes da área. é a primeira vez que ouço falar do evento, mas acho que vale a pena conferir.
o site é meio (muito) confuso, mas pelo que deu para entender, na segunda feira, dia 03 de março, vão ocorrer as seguintes palestras no auditório (3º andar):
Portfolio Design
NARRATIVAS TÊXTEIS
16h Trajetória dos 10anos da Brazoo
Clarisse Borian é Antropóloga de formação, criou uma empresa que respeita a natureza, promove a cultura e valoriza talentos. Proprietária da marca Brazoo.
16h40 Técnicas de embelezamento de tecido
Fernando Penteado é antropólogo com mestrado em artes visuais em Londres .Ele trabalha como artista visual e atua com pesquisa na área têxtil e educação para comunidades carente.
17h20 Encerramento
Espaço aberto para perguntas
Encontros Design + Artesanato
19h Abertura
Renata Mellão é diretora geral do museu A CASA e idealizadora do Prêmio Objeto Brasileiro.
19h20 Panorama Design + Artesanato
Adélia Borges é jornalista e curadora especializada em design. É
professora de história do design (FAAP) e foi diretora do Museu da Casa Brasileira de 2003 a 2007.
19h40 Artesanato Intervenção Consciente
Ricardo Lima é doutor em antropologia, professor do Instituto de Artes e diretor do Departamento Cultural da UERJ. Pesquisador do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Iphan/MinC, onde coordena o Setor de Pesquisa e a Sala do Artista Popular.
20h Jovem Designer / Relato de Experiência
Paula Dib é designer, consultora e sócia fundadora da empresa Trans.forma. Desde 2003 atua principalmente em comunidades
de produção artesanal no Brasil. Em 2006 foi vencedora do Prêmio
Internacional Jovem Designer Empreendedor, Londres, promovido pelo British Council.
20h20 1º Prêmio Objeto Brasileiro
Christian Ullmann é especialista em design sustentável e
produção comunitária. Sócio da iT Projetos, presta consultoria para
empresas, instituições e governo. Atua como pesquisador de instituições de ensino e colabora em projetos editoriais, como a Revista ABCDesign.
20h40 Encerramento
Espaço aberto para perguntas
o quê: 13ª Paralela Gift
quando: 29 de fevereiro a 03 de março
onde: São Paulo Arena – Convention Center
quanto: entrada gratuita
site: www.paralelagift.com.br
tpod – saquinho de chá com mp3?
Feb 1st
não. tpod é um kit de chá desenvolvido pela Soos que tem um barquinho na ponta da linha, que fica flutuando enquanto seu chá é preparado. entenda-se q o T na pronúncia em inglês soa como Tea, palavra inglesa para Chá.
não tem o mp3, mas é bem legal. eis o tpod:

fonte: Core77
fugindo de clichês: 10 imagens para refletir e evitar
Jan 30th
hoje em dia a palavra design tornou-se tão banal que qualquer pessoa se proclama um designer, e com o Photoshop em uma mão e o Corel na outra imagina-se apto a exercer a profissão, que infelizmente em paÃses como o Brasil não é regulamentada.
abaixo segue uma lista com 10 imagens muito batidas em designs feitos ao redor do mundo, principalmente para empresas. esta lista foi elaborada pelo site Snap2Objects. vale a pena conferir as imagens e refletir se as utilizamos com algum conceito ou simplesmente porque estão na moda. o bom designer não é apenas aquele que não utiliza clichês e modas, mas sim aquele que tem consciência de que está produzindo uma peça que segue conceitos passageiros e que em pouco tempo ela poderá estar obsoleta.
durante minha curta experiência de trabalho no meio corporativo pude perceber como o pensamento de pessoas totalmentes desconectadas com o design é mais simplório e muitas vezes despreocupado e arrogante com nosso trabalho. passamos anos estudando como construir uma marca com conceito e expressão, e, de repente, alguém lhe que diz um jpg de baixa qualidade é mais do que suficiente para a impressão, ou que você deve redesenhar determinada logomarca (sic) no Corel, e procurar uma fonte parecida.
se os designers ao menos tiverem a consciência e a capacidade de distinguir o bom trabalho daquele modista e passageiro, já será um grande avanço.
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O Aperto de Mão

O Call Center

O Globo

O Mundo na sua Mão

A Tecla Enter

As Nuvens

Os Arranha-Céus

Uma MÃdia Qualquer

O @rroba

O Grupo de Profissionais

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fonte: Snap2Objects
posters vintage
Jan 30th

você gosta de peças publicitárias da década de 50, os chamados vintage, com uma identidade visual caracterÃstica da época? exatamente como esta aqui de cima?
pois bem. aqui vai um link para uma página no flickr com muitos, referentes a aparelhos elétricos: I Love my Eletric Appliance!!

