blog do cholla
Geral
Buenos Aires, ¡te quiero!
Mar 5th

neste carnaval aproveitamos para fazer uma pequena viagem para Buenos Aires, e conhecer um pouco da Argentina. apesar de problemas no aeroporto aqui no Brasil, a viagem foi sensacional.
ficamos hospedados em um albergue no bairro de Boedo, que se chama Boedo Vive, administrado pela super simpática e divertida Veronica. a região pode ser comarada com Vila Mariana ou Vila Madalena, pois na Av. Boedo existem inúmeras opções de bares, restaurantes e casas de tango para se divertir, comer e beber. na minha opinião, melhor ficar numa região como Boedo, que é mais barata do que o centro e possui muito mais lugares para se aproveitar o dia e a noite. e o melhor: estávamos apenas a 5 minutos do Subte (nosso Metrô) a pé.
vistamos a Boca, bairro do estádio do Boca Juniors. foi lá que pedimos a Parrilla (tábua de churrasco com várias carnes), e este foi o dia no qual fizemos nossa pior refeição. pagamos caro (80 pesos) por uma porção para 3 pessoas que servia 6 tranquilamente, e com uma carne de péssima qualidade, cheia de gordura. lá assistimos várias apresentações de tango, e eu conheci uma dançarina de tango famosa (até tirei uma foto com ela).
visitamos o Alto Palermo Shopping, que não fica em Palermo, e eu me esqueci o bairro exato. no centro de Buenos Aires é fácil fácil se imaginar no centro de São Paulo (com menos moradores de rua e assaltantes), com Burguer King, Mc Donalds, Coca Cola, e diversas outras marcas nos cercando. isso de fato traz um certo conforto.
o mais interessante da viagem foi poder interagir com o povo argentino e perceber que eles não são metidos como se diz por aqui. aliás, são muito menos preconceituosos do que os brasileiros. você pode entrar em um supermercado repleto de argentinos, falando português, que não vão te olhar torto como seria feito com algum argentino no Brasil. estão também mais abertos a diferentes culturas e formas de expressão.
tirei várias fotos, que estão disponÃveis no meu Flickr. outras são para uso profissional, e já vão render uma fonte ou famÃlia tipográfica inspirada na viagem. como ando muito atarefado com o tcc, não duvido que essa fonte leve mais do que um ano para ser iniciada.
o mais difÃcil, com certeza, foi a hora de voltar a falar espanhol, depois de 5 anos. e o pior: misturar o espanhol mediano com o italiano ainda em aprendizado! diversas as situações nas quais trocava gracias por grazie, por que por perché, ¿que tal? por come stai? e por aà vai… mas foi super divertido, pois os argentinos davam muita risada ao ver um brasileiro tentando se comunicar com eles em italiano! principalmente porque a intenção é que fosse em espanhol!
o destaque no aeroporto em Buenos Aires fica para um moleque de no máximo 6 anos de idade. o pequeno garoto aprontava, corria, gritava. quando parou e olhos direto nos meus olhos me mostrou a lÃngua. correu mais, gritou, andou, e em certo momento começou a chorar. todos na fila quietos, só observando o choro da criança. até que ele disse: “mama…. quiero Coca!”. isso foi o suficiente para que todos na fila caÃssem na gargalhada diversas vezes, até que o garoto passou pelo controle de passageiros e foi-se, junto com seus pais, que com certeza devem ter comprado uma deliciosa Coca para o rapaz se acalmar.
fica aà o relato da viagem e as dicas de hospedagem. uma ótima primeira impressão do paÃs e do povo. espero voltar lá mais vezes. se alguém for pra lá e quiser umas dicas legais, é só gritar!
quase lá!
Feb 15th
as fotos da viagem pra Argentina já estão prontas. em breve digulvo aqui o link, junto com um textinho sobre a viagem.
pra dar umas risadas enquanto isso, uma imagem lá do Circo Diário sobre o protesto dos motoboys em São Paulo e suas exigências:
tenso!
comercial do Clio
Feb 1st
comercial da Publicis Conseil para o Renault Clio que mostra os ricões de Beverly Hills com seus super carros luxuosos na porta de casa, mas com um segredo dentro da garagem:
fonte: Brainstorm#9
exclusivo: lançamento do ‘O Circo Diário’
Jan 31st

exclusivo: o ‘blog humorÃstico de notÃcias reais‘ O Circo Diário é lançado nesta quinta-feira, dia 31 de janeiro de 2008. neste novo canal de humor da internet brasileira são noticiados acontecimentos reais, com explicações no mÃnimo diferentes.
com cunho polÃtico, irônico e sarcástico, nasce O Circo Diário, um projeto do qual eu orgulhosamente faço parte, juntamente com Thiago Carlotti (Thio).
passe por lá! conheça nossa história e assine nosso feed para saber das últimas notÃcias. já começamos com uma ótima: o aumento das passagens de transporte em São Paulo. vai perder?
Petrobras vai aparecer no novo Speed Racer
Jan 30th
a Petrobras fechou acordo com a Warner Bros. e Village Roadshow para divulgar sua marca. no filme a empresa será a responsável por produzir um combustÃvel misterioso e ecológico.
trata-se de uma ação da Petrobras para reforçar sua imagem no exterior, como afirma Luis Antônio Vargas, gerente de publicidade e promoções da Petrobras:
“A ação em Speed Racer será vista em todo o mundo e objetiva reforçar a marca Petrobras no cenário internacional, enfatizando nosso trabalho no desenvolvimento de tecnologias de ponta, especialmente bioenergia“
fonte: Brainstorm#9 e Reuters
dinheiro divertido de famosos
Jan 30th
em tempos de dólar fraco, o que fazer? brincar com o dinheiro!
o site Freaking News disponibilizou diversas montagens de famosos e notas de dinheiro de vários paÃses. confira abaixo 2 que achei os melhores:
George W. Bush

Jack Sparrow

legal né? acesse Freaking News e confira todos!
fonte: Freaking News
Buenos Aires, ¡aquà vengo!
Jan 30th

é isso mesmo! neste carnaval vou para Buenos Aires, conhecer o paÃs dos nossos queridos hermanos. visita recomendada pelo meu irmão, que foi para lá há duas semanas e adorou a cidade.
prometo fotos lindas e maravilhosas. a idéia é que a viagem renda uma fonte tipográfica exclusiva, mas vamos ver como vai ser a coleta de material. tenho 2 fontes, uma nos seus 50% e outra só no rascunho, que gostaria de enviar pro Tipos Latinos 2008. será que vai dar tempo?
ah sim, o blog provavelmente não terá atualizações neste perÃodo do carnaval. se possÃvel compensarei antes da viagem com vários posts interessantes e intrigantes, que vão fazer sua cabeça explodir de tanto pensar.
e meu espanhol, que passou de Espanhol para Portunhol por não falar muito, e agora evoluiu para Italinhol? sério. ontem estava tentando relembrar as palavras e saiam pérolas como “hola, come stai?”, “yo soy brasileño, e questa è la mia mamma!”. ai ai!
brasileiros são os que mais acreditam em ‘propaganda’
Jan 29th
reportagem da BBC Brasil com pesquisa realizada pela Nielsen revela dados interessantes sobre consumidores ao redor do mundo. confira:
Os brasileiros encabeçam um ranking das nacionalidades que mais acreditam em publicidade, entre 47 paÃses pesquisados pela consultoria Nielsen.
Dois em cada três brasileiros (67%) disseram confiar em propagandas – mesmo percentual de filipinos e pouco mais que de mexicanos (66%).
Na outra ponta da lista, os dinamarqueses se mostraram os mais desconfiados em relação a anúncios (apenas 28% confiam), seguidos pelos italianos (32%), lituanos (34%) e alemães (35%).
A pesquisa, feita por internet com cerca de 24,5 mil pessoas, teve como objetivo medir a credibilidade de cada meio utilizado para fins publicitários.
‘Jeitinho brasileiro’
O levantamento mostrou que existe um “jeitinho brasileiro” de confiar em anúncios. Por exemplo: brasileiros confiam mais em anúncios de jornais que no velho boca-a-boca (83% contra 81%).
No ranking geral, essa relação é inversa, e o boca-a-boca supera o jornal como a primeira fonte de informação em que consumidores mais confiam (78% a 63%).
A modalidade tradicional de publicidade é apreciada principalmente nos paÃses asiáticos, com destaque para Hong Kong (93%), Taiwan (91%) e Indonésia (89%).
Os tradicionais anúncios em revistas ganham a confiança de 80% dos brasileiros, e de apenas 56% da média das nacionalidades.
Entretanto, os brasileiros ocuparam o topo do ranking entre as nacionalidades que mais crêem em uma novidade tecnológica: as newsletters de emails.
A confiança desta modalidade chega a 79% entre os brasileiros, contra apenas 49% da média geral.
A publicidade em rádio é crÃvel para 75% dos brasileiros, e para 54% da média das nacionalidades.
Internet
Pelos números da pesquisa, os brasileiros confiam tanto em anúncios em grandes portais de internet como em anúncios de TV (74%). A média geral para essas duas mÃdias é, respectivamente, 60% e 56%.
Outra diferença dos brasileiros em relação à média geral é a confiança dada a mÃdias geradas por consumidores, como comentários online e blogs.
Esta foi a terceira fonte de informação mais confiada pela média das nacionalidades (66%), mas uma das últimas na lista dos brasileiros (55%).
“Embora as novas tecnologias e mÃdias estejam desempenhando um papel importante na sociedade ‘globalizada’, muitas decisões de compra ainda são baseadas em atitudes culturais e nacionais adotadas com firmeza”, disse o diretor gerente de Relação com o Consumidor da Nielsen, David McCallum.
Segundo ele, embora novas mÃdias comecem a tomar espaço das tradicionais em alguns paÃses, o boca-a-boca continua sendo a melhor maneira de divulgar um produto.
“Nada viaja mais rápido que as más notÃcias. Há estimativas que calculam que as más experiências são cinco vezes mais contadas que as boas”, afirmou McCallum.
“A importância de serviços ao consumidor de alta qualidade ganha ainda mais destaque.”
o Brasil bem falado
Jan 29th
alguns dizem que os estadunidenses ensinam que a capital do Brasil é Buenos Aires, outros que ensinam que a Amazônia não faz parte do nosso território, e com a perpetuação destas lendas gera-se antipatia por estrangeiros em geral.
confira abaixo artigo de Tyler Burle, editor-chefe da revista Monocle, para mostar que não é bem assim.
* * *
Redescobrindo as vantagens secretas do Brasil
As letras que formam a sigla do aeroporto, GRU (Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo), não aparecem tão freqüentemente quanto deveriam nos meus itinerários de viagens. Após uma ausência de quatro anos e meio, eu finalmente consegui aterrissar em São Paulo na semana passada, e imediatamente comecei a folhear a minha agenda a fim de encontrar uma desculpa para voltar para cá o mais rapidamente possÃvel – espero retornar por volta da Páscoa.
Eu havia me esquecido dos pequenos truques para se locomover por uma cidade enorme, perigosa e ingovernável à s altas horas da noite. Durante a jornada a partir do aeroporto, foi só quando quase chegávamos ao hotel que percebi que o meu motorista não havia parado em nenhum dos semáforos. Serpenteando pelas ruas do bairro dos Jardins, tinha me esquecido do quão aconchegantes, e ao mesmo tempo, tão animadas, são certas partes da cidade. No salão de entrada do Hotel Fasano eu tinha me esquecido de que ainda é possÃvel encontrar garçons e atendentes de bar de 60 anos de idade – e talvez até de 70.
Apesar do fato de o Brasil ter anunciado a descoberta de mais uma outra reserva maciça de gás natural ao largo da costa do Rio de Janeiro no inÃcio desta semana, de ter recebido uma quantidade recorde de investimentos em 2007 e ser a terra da Embraer, a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, eu à s vezes tenho a sensação de que o mundo esqueceu-se de que BRIC (o acrônimo referente a Brasil, Rússia, Ãndia e China) começa com a letra “B”.
Com a maior atenção mundial concentrada na Rússia, na Ãndia e na China, o Brasil muitas vezes dá a impressão de desempenhar o papel de coadjuvante em relação aos outros três paÃses. Para aqueles que fazem investimentos inteligentes ou que garantiram para si aquele terreno perfeito à beira-mar em Salvador, talvez o fato de o Brasil ser pouco percebido não seja ruim.
De volta ao bar, o garçom galante, um pouco áspero e de paletó branco conversa e gesticula com fregueses paulistanos, falando em português, espanhol, inglês e italiano. Ele transmite a impressão de que trabalha no hotel há uma eternidade, o que seria esquisito, já que este hotel não tem nem cinco anos de idade. Será que ele já tinha uma experiência de 25 anos no Maksoud Plaza antes de vir trabalhar aqui? Isso é mais do que provável. É esse relacionamento pessoal amigável e altamente pessoal que também revela duas armas secretas do arsenal brasileiro de vantagens econômicas de impacto – cordialidade e multilingüismo.
Nunca houve escassez de agências de turismo em outros paÃses que fizeram campanhas nacionais sobre a cordialidade do seu povo e o clima ameno da terra – geralmente sem muito sucesso. No caso do Brasil, entretanto, isso é algo sobre o qual os vários ministros em BrasÃlia jamais precisam falar. É um fato reconhecido internacionalmente que existe uma certa profundidade de alma e um ritmo gentil de bossa nova permeando a maioria da população brasileira.
Estrangeiros que passaram um tempo no Brasil trabalhando para as suas companhias mencionam freqüentemente a dificuldade que sentem para partir, e dizem por que investiram em uma segunda casa em uma parte agradável e ensolarada do paÃs antes de ir embora. Este tipo de declaração não é ouvido com freqüência por parte das pessoas que estão voltando de Shenzen ou de São Petersburgo.
Com o alemão, o japonês, o italiano, o inglês, o espanhol, o árabe, o francês e, é claro, o português, bastante falados, o Brasil se constitui em um campo de habilidades lingüÃsticas que confere ao paÃs uma vantagem não só no âmbito regional, mas também global. Acrescente a isso uma piscada aqui, um meneio ali, e talvez esta seja uma mistura imbatÃvel.
São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras importantes não apreciam as cidades de crescimento explosivo que estão sendo criadas na China, transformadas na Rússia e renovadas na Ãndia. Quem passeia por São Paulo não vê nenhuma floresta de guindastes, e tampouco astros da arquitetura tentando construir a sua primeira grande marca na América Latina.
Isto não quer dizer que não há desenvolvimento, mas sim que a sensação é de um desenvolvimento ligeiramente mais contido – um novo shopping center de luxo feito por uma firma local de arquitetura aqui; um prédio de escritórios novo, apesar de sem nada de extraordinário, para uma firma multinacional ali.
Sob uma perspectiva de relações públicas, isto não está gerando manchetes de primeira página de jornal, e a falta de projetos grandiosos faz com que o Brasil se sinta meio que como um passageiro deixado na parte anterior do ônibus.
Porém, ao mesmo tempo, cidades como São Paulo podem também observar com calma e entender um pouco o que está ocorrendo nos subúrbios de Moscou ou naquilo que tornou-se o novo coração de Xangai. Como o paÃs não é nenhum leigo quando se trata de experiências ousadas em urbanismo e em obras arquitetônicas heróicas (basta ver BrasÃlia), não há porque mostrar timidez diante das estruturas inovadoras feitas por arquitetos ambiciosos.
Talvez ao ganhar tempo e acompanhar atentamente os erros cometidos pelos outros concorrentes do BRIC, o Brasil possa empregar os seus já desenvolvidos programas de sustentabilidade e a sua população para criar as mais habitáveis e inspiradoras cidades dentre as principais economias emergentes mundiais.
Ainda há um longo caminho a ser percorrido, mas os recursos e o talento já estão presentes.

